Teatro — UMA BRANCURA LUMINOSA
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Um homem conduz sem destino, ao acaso, vira à direita, vira à esquerda até que o carro fica atolado numa estrada florestal. Sai do carro e perde-se no interior da floresta, debaixo do céu escuro e de neve. Quase morre de frio e de cansaço. Entre questões e hesitações o homem segue, perdido nos seus pensamentos, em imagens que lhe trazem memórias. Um jogo entre o passado presente e futuro, que se vive no mesmo plano, pondo em causa o que vê, o que é realidade ou espectro. No meio deste existencialismo o homem vê uma estranha brancura luminosa.
Sandra Barata Belo propõe-se a adaptar esta obra de Jon Fosse, contrastando o existencialismo e as dúvidas bem presentes no texto, com uma encenação dinâmica com diálogos que cruzam tempos, evocando e trazendo outras personagens, contribuindo assim para acentuar este lugar estranho onde os tempos se cruzam, deixando o espectador livre para ter o seu ponto de vista, dialogando com a obra.
Numa estética criada com o cenógrafo Rui Francisco vão trazer à cena o universo dos tecidos: desde os montes de roupa desperdiçados, os panos caídos e cortinas, jogando com sombras, transparências, silhuetas e trazendo à cena a acrobacia dos tecidos verticais. O espaço sonoro vai envolver este existencialismo com acordes de guitarras acústicas e elétricas que o guitarrista Rui Carvalho - Um Filho da Mãe, tão bem sabe compor.
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